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Estabilidade no serviço público pode virar pesadelo, mas concursos ainda atraem multidões

Dia do Servidor Público (28 de outubro) é motivo de orgulho para alguns servidores que até se emocionam com o que fazem, mas não é celebrado por outros que sofrem com estresse e desgastes na função assumida; especialista orienta

Jornal Correio da Paraíba
Concurseiros devem manter foco para evitar frustrações
O Brasil tem hoje 9 milhões de servidores públicos, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O sonho de fazer parte desses dados aumenta em meio à crise econômica que prejudica os empregos no país e aperta a renda. Estabilidade e salários melhores são os quesitos mais almejados por quem escolhe o serviço público, mas entre os otimistas e esperançosos, há quem alerte para outras questões importantes, como o foco na área de atuação e vontade em servir, e também há quem relate que a vida em funções públicas pode não ser tão confortável para merecer comemorações neste Dia do Servidor Público (28 de outubro). Quem tem medo da concorrência, pode superar isso ao saber mais sobre carreiras internacionais que são pouco procuradas e têm ótimos salários. 
A jornalista Cassiana Ferreira, de 33 anos, está se preparando para os concursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas, segundo ela, o maior sonho é entrar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e a jovem estuda para alcançar esse objetivo a longo a prazo.

Cassiana divide o tempo para cuidar da família, manter dois empregos, mestrado e estudar pelo menos quatro horas por dia. Ela não faz cursinho e aproveita todo o tempo de estudos em casa. “Faço concursos desde 2007, mas antes eu não me preparava; fazia a inscrição, ia para a prova e pronto. De 2014 pra cá, estou me preparando com compromisso e de forma intensa. Adequei minha rotina para que dê tempo de conciliar tudo com os estudos, afirmou.
Os certames para a carreira pública ainda atraem multidões. Somente no concurso mais recente do Ministério Público da Paraíba, que teve as provas realizadas no dia 19 julho, foram 49.549 candidatos.  O cargo com maior número de inscrições foi o de Técnico Ministerial – Sem Especialidade, que contou com mais 34 mil pedidos de participação. A validade do certame é de dois anos, prorrogável uma vez por igual período.

O certame ofereceu 105 vagas para os níveis médio, técnico e superior.  As remunerações variavam de R$ 3.341,29 a R$ 4.940,25. 

No Executivo, as nomeações de concursos recentes ainda estão sendo realizadas. O bombeiro Wagner Leite Fernandes participou da solenidade de formatura dos soldados que ocorreu nessa segunda-feira (26), em João Pessoa, e se sente feliz e abençoado por trabalhar servindo e salvando vidas.



Na solenidade de formação dos 80 novos bombeiros militares, realizada na manhã da segunda-feira (26), no Espaço Cultural, o governador Ricardo Coutinho (PSB) destacou o papel do militar como servidor público. Lembrou que o funcionalismo público, quando assume suas funções, tem que colocar em primeiro lugar, sempre, a coletividade.

Ricardo anunciou que 520 policiais militares também se formarão ainda este ano. Ao todo, serão mais 600 soldados integrados no sistema de segurança do estado.  

Manoel Leite de Araújo é presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores Penitenciários da Paraíba e não parece muito feliz para comemorar o dia 28 de outubro. Para ele, não vale a pena ser servidor público no Brasil. Segundo o sindicalista, a função na área penitenciária é estressante, de risco e tem uma série de problemas ligados à qualidade de vida e aos salários.

O servidor fala que as condições de trabalho nem sempre são as melhores, o que o faz não recomendar cargos nessa área.



Foco na área para evitar frustrações

Isabelle Machado é sócia-proprietária da franquia Damásio Educacional em João Pessoa e Patos e explica a importância de se manter o foco na área pretendida para evitar frustrações ou desistências. Para ela, além desse foco, é necessário ter vocação para o cargo e o espírito de servir. “A busca pelo concurso público tem como vertentes a estabilidade e o status. Mas, além disso, a vocação é a força motriz para aprovação e será capaz de impedir frustrações com a nova função. Você precisa avaliar se aquilo vai lhe fazer feliz e se o candidato tem a vontade de servir”, afirmou.

Fugindo da concorrência

Sobre as altas concorrências, Isabelle mostrou que há uma luz no fim do túnel, com oportunidades menos procuradas e altos salários até para quem não tem graduação. A empresária fala que a região Nordeste não busca carreiras internacionais, como o Sul e Sudeste do país, e, segundo ela, é possível ganhar cerca de R$ 10 mil por mês em funções nesse ramo do serviço público. “As funções ligadas à carreira internacional, à diplomacia ou a embaixadas, por exemplo, não são procuradas por nordestinos. Elas têm salários altíssimos e garantem uma experiência rica de serviços com relações fora do Brasil e novas culturas. A procura é maior no Sudeste, mas, relativamente, a concorrência pode ser menor que a de concursos de outras áreas já consolidadas, como as bancárias”, explicou.

A empresária explica que a Paraíba vai ter à disposição o curso Clio, que permitirá a preparação para carreiras internacionais. Isabelle destaca que o índice de aprovação é de 100%, desde que o candidato faça mais de uma prova e estuda em cerca de dois anos.

“Em até dois anos, fazendo mais de uma prova, o candidato consegue ser aprovado para carreiras internacionais por meio desse curso. Ele está chegando à Paraíba para que tenhamos nordestinos também nessas funções”, revelou.
Portal Correio

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