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Catolé do Rocha sediou nesta quinta (14) o II Encontro dos Profetas da Chuva da Paraíba


A cidade de Catolé do Rocha, Sertão paraibano, a 411 km de distância da Capital, realizou nesta quinta feira dia 14, o II Encontro dos Profetas da Chuva da Paraíba. O evento aconteceu no auditório do Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, e foi promovido pelo IFPB – Instituto Federal da Paraíba, em parceria com a UEPB, Sindicato dos Produtores Rurais de Catolé do Rocha, Escola Agrotécnica do Cajueiro e Emater. Como organizadores estavam, Caetano IFPB, Rômulo Guedes UEPB, Netão - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Catolé do Rocha.
Da cidade de Bom Jesus se fez presente o extensionista Tico da Emater, O extensionista de Mote Horebe Geraldo Abreu e o Radialista Jocerlan Guedes da Rádio Oeste da Paraíba, que acompanhou a comitiva para uma cobertura jornalística.
O professor Caetano José de Lima, diretor geral do IFPB Campus Catolé do Rocha, abriu o encontro disse que objetivo é resgatar a tradição do homem do campo em prever as estações de chuva através da observação das nuvens, dos animais e das plantas. e se tornou imprescindível à continuidade desse tipo de evento como forma de garantir para as futuras gerações o patrimônio imaterial da cultura nordestina.
Após as explanações vários profetas das cidades de: Catolé do Rocha, Riacho dos Cavalos, Jericó, Belém do Brejo do Cruz, Brejo Cruz, Brejo Santo, estiveram presentes. Agricultores, Quilombolas, estudantes, curiosos do assunto e demais público prestigiaram esse grande encontro de estudiosos da natureza.
Os profetas se apresentaram um a um trazendo as suas experiências para o inverno de 2018.
O senhor João Dantas, mais conhecido por ‘PAI JOÃO DANTAS DO CANTUÁ’, de 82 anos de idade, natural de Riacho dos Cavalos, falou que suas experiências são mais voltadas para os animais e plantas.
"Observou que o João de Barro ou João trabalhador fez sua casa voltada a frente para o poente, sinal que vai chover muito”, pontuou Pai João Dantas.
A quilombola conhecida por Dola, de um assentamento de Catolé do Rocha, disse que, a experiência feita no mês de julho nos seis primeiros dias que indica seis meses de chuvas, foram boas, pois os dias apresentaram nebulosidade e sereno indicando chuvas até o mês de junho de 2018. falou também da experiência do milho de cobra se em Janeiro ele encher a espiga e sinal de muita fartura no milho e se o marmeleiro colocar seu fruto cheio e grande e sinal de muito feijão para colher."
Já dona Silvia, "disse que observou esse ano as abelhas e pôde constatar que elas tinham muita fiação, isso demonstra que e um ano bom de inverno. Observou a floração do Pau D’arco e disse que ele florou muito na parte alta, indicando que os baixios serão alagados, e que viu uma novidade esse ano uma chuva de cururu tomou conta das cidades e estradas. Observar esse fenômeno que da entender muita chuva."
Já o Senhor Ferreira, disse que os poços artesianos esse ano não secaram, isso é um bom sinal para o ano que vem, e que no dia de 08 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, as experiências mostraram se boas para os meses de Janeiro, Fevereiro e Março.
“Estamos resgatando a sabedoria popular. Trabalhei na roça e sei o quanto os agricultores se sentem felizes em serem protagonistas em um evento como esse”, completou o professor Caetano.
Catolé News Com Jocerlan Guedes

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