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Menina de 8 anos se queixa de dores de cabeça, desmaia e morre após AVC: 'Tinha sonho de ser veterinária', diz tia

Maria Julia de Camargo Adriano estava na rede da casa onde morava em Ribeirão do Pinhal (PR) quando se queixou de dores na cabeça.

10/01/2024 às 18h08
Por: EDCARLOS CARDOSO DA SILVA
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Menina de 8 anos se queixa de dores de cabeça, desmaia e morre após AVC: 'Tinha sonho de ser veterinária', diz tia

A paranaense Maria Julia de Camargo Adriano, de 8 anos, morreu após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). O falecimento chama atenção uma vez que, segundo a comunidade médica, são raros os casos de AVC em crianças.

De acordo com a família, Maria Julia se queixou de dores de cabeça e desmaiou. Ela foi levada ao hospital onde foi constatado sangramento no cérebro.

Tudo aconteceu no sábado (6), e a morte foi confirmada na segunda-feira (8).

De acordo com a tia da menina, Adriana Silva Adriano, a criança estava deitada na rede da casa onde morava com a família, em Ribeirão do Pinhal, a 117 quilômetros de Londrina, quando reclamou para os pais de dor na cabeça.

"Ela desmaiou e, de imediato, os pais a levaram para o hospital da cidade. Ela foi atendida pelo médico de plantão e onde começaram com os primeiros atendimentos [...] . Era uma menina dedicada aos estudos e muito inteligente. Amava os animais e tinha sonho de ser veterinária", disse.
Conforme Adriana, foi necessário transferi-la para o hospital de Bandeirantes para realizar o exame de tomografia. No laudo médico, foi detectado que havia um sangramento no cérebro da criança.

Os profissionais viram a necessidade, então, de interná-la e fazer uma nova transferência para o Hospital Universitário (HU) de Londrina, na Unidade de terapia intensiva (UTI).

"Foi detectado que o quadro dela era gravíssimo e, então, constatado de fato que era o AVC", disse a tia.
Fantástico mostra a rotina da emergência que é referência no atendimento às vítimas de AVC

Caso raro
Segundo a médica neurologista Adriana Moro, não é comum diagnóstico de AVC em crianças, mas é frequente na fase adulta.

"Não é comum acontecer em crianças pensando que a principal causa de AVC nos adultos são doenças sistêmicas, que geralmente são devido ao estilo de vida da pessoa como diabete, obesidade, tabagismo... Na criança, por si só, não é comum", explicou.
Conforme a médica, quando ocorre em crianças, pode haver relação com má formação na estrutura corporal.

"O AVC é raro na criança e não é comum suspeitarmos quando a criança tem alguma alteração neurológica", concluiu.
A tia de Maria Julia, contudo, afirma que não havia nenhuma condição pré-existente e que os médicos que atenderam a menina consideraram uma fatalidade.

O laudo apontou que houve um aneurisma - dilatação dos vasos sanguíneos - que rompeu e se espalhou no cérebro.

Alegria da família

Maria Julia era filha única e foi descrita pela tia como uma criança "feliz, saudável, determinada e dedicada aos estudos".

A criança estava preste a começar o terceiro ano do Ensino Fundamental e compartilhava com a família o sentimento de estar feliz para retornar para escola.

"Era a alegria da família e de todos que estavam a sua volta. Gostava de viajar, passear. Vai fazer falta", desabafou.
O enterro com a presença de amigos e familiares foi realizado na terça-feira (9), no Cemitério Municipal de Ribeirão do Pinhal.

Acidente Vascular Cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou rompem.

Dessa forma, há uma paralisia da área sem circulação sanguínea. Quanto mais rápido o diagnóstico e tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos casos de AVC podem ser evitados ao prestar atenção na hipertensão, colesterol, peso, problemas cardíacos, diabete, estresse e depressão.

A organização também afirma que realizar atividade física regularmente, ter uma alimentação saudável, não fumar e reduzir o consumo de álcool são essenciais para evitar a doença.

Número de internações por AVC aumentou quase 40% em nove anos

Em nove anos, as internações de brasileiros que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) cresceram quase 40% no Brasil - passaram de 133 mil para 185 mil, segundo dados do Ministério da Saúde.

O AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico.

O isquêmico é quando há um entupimento em uma artéria por trombose de sangue, por placas de gordura ou por espasmo da musculatura, que impedem a circulação do sangue no cérebro.
O hemorrágico é quando uma artéria se rompe e provoca sangramento no cérebro. As sequelas mais sérias são na locomoção.

G1

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