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Justiça concede liberdade a suspeito de participar da morte do PM Cabo Paulino, em Malta e policial desabafa: “Ficamos naquele velho dilema de enxugar gelo”

Por questão de ética, a reportagem preferiu não divulgar o nome do policial, apesar do direito que eles têm de manifestar o pensamento sobre tais situações

12/08/2021 às 10h07 Atualizada em 12/08/2021 às 10h25
Por: Redação
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Justiça concede liberdade a suspeito de participar da morte do PM Cabo Paulino, em Malta e policial desabafa: “Ficamos naquele velho dilema de enxugar gelo”

A justiça concedeu um alvará de soltura a um dos suspeitos de ter participação na morte do Cabo Messias Paulino (foto), na noite do dia 28 de julho, em Malta/PB.

A ordem judicial chegou ao presídio Romero Nóbrega, em Patos, que atendendo à determinação da Justiça, acatou a decisão, colocando em liberdade nesta terça-feira, dia 10 de agosto, o suspeito menos de 15 dias após a morte do PM.

Sobre essas situações, a polícia externa a sensação de que o trabalho realizado é em vão, pois em um dia prende-se os criminosos, e, no dia seguinte, a Justiça os põe na rua. A redação do Patosonline.com recebeu um desses desabafos de policiais lamentando a ineficiência das leis atuais e clamando por mudança urgente.

“A nossa justiça nos entristece porque fazemos parte dela, mas é nessas horas que a gente vê o nosso descrédito com ela. Pessoas tiram a vida de outras, mas a justiça existe para punir, mas ela não pune. Ficamos naquele velho dilema de enxugar gelo: coloca-se, e a justiça solta; coloca-se, e a justiça solta. Nossa cidade viveu um tormento ontem, e Cacimbas também está em uma situação drástica. O comerciante não pode mais viver do comércio, do que quer que seja, porque a bandidagem está assolando a todos, deixando filhos sem pai e sem mãe. Esses relatos nos entristecem cada vez mais. A justiça devia nos ajudar e nos fortalecer, nossos legisladores endurecerem mais as leis, mas é triste, e não sabemos onde vamos parar. Só Deus mesmo”, lamentou um tenente da Polícia Militar.

Por questão de ética, a reportagem preferiu não divulgar o nome do policial, apesar do direito que eles têm de manifestar o pensamento sobre tais situações.

Patosonline.com

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