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Esposa de acusado de matar a ex e enterrá-la no quintal morre em SP; mulher seria testemunha de júri

O advogado Silvano José de Almeida, que representa Anderson, destacou que irá avisá-lo do ocorrido. Depois disso, conforme explica, será avaliado se haverá a substituição de testemunha.

24/08/2021 às 06h56 Atualizada em 24/08/2021 às 07h43
Por: Redação Fonte: G1
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Anderson Vitor Alves é acusado de matar Rosana Fernandes da Silva, de 32 anos, e enterrá-la no próprio quintal — Foto: Reprodução
Anderson Vitor Alves é acusado de matar Rosana Fernandes da Silva, de 32 anos, e enterrá-la no próprio quintal — Foto: Reprodução

Mulher seria testemunha de defesa e acusação em caso de companheiro que é julgado pela morte da ex-esposa em Guarujá, litoral paulista. Júri chegou a ser adiado em data que ela não conseguiu comparecer.

A atual esposa do homem acusado de matar a ex-companheira Rosana Fernandes da Silva, de 32 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo, morreu aos 49 anos. Ela seria testemunha de defesa e também de acusação do caso. O tribunal do júri ao qual Anderson Vitor Alves, de 44 anos, será submetido, chegou a ser suspenso na última quinta-feira (19) porque ela não compareceu ao plenário, alegando problemas de saúde. O óbito dela foi registrado como morte natural pela Polícia Civil.

Anderson, que atuava como guarda civil municipal antes do crime, confessou que matou a ex-mulher com dois tiros na cabeça, durante uma discussão pelo pagamento de pensão alimentícia aos dois filhos, e que depois a enterrou no próprio quintal.

A atual esposa dele, que seria testemunha de defesa e também de acusação, não compareceu ao plenário na última quinta-feira, quando ele seria julgado, alegando problemas de saúde. Então, o réu se negou a falar, dizendo que a esposa seria importante para o julgamento. Por conta disso, o advogado do réu solicitou o adiamento do tribunal do júri, que foi acatado pelo magistrado. O júri foi remarcado para o dia 30 de setembro.

Porém, no último sábado (21), a mulher morreu. Conforme registrado no boletim de ocorrência, o cunhado da esposa do réu informou à polícia que quatro dias antes de morrer, ela começou a passar mal, com dor no braço, e foi levada ao pronto-socorro, onde foi atendida, medicada e liberada.

De acordo com ele, dois dias depois, ela voltou a passar mal com paralisia no braço esquerdo e foi novamente levada ao PS, onde tomou soro e teve alta em seguida. Porém, ele relatou que no sábado, quando foi levar para ela o medicamento que precisava tomar por volta das 14h, a mulher estava desfalecida.

Segundo registrado pela polícia, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e quando os socorristas chegaram foi constatado o óbito dela, assim como constatado que a vítima sofria com câncer de mama, e estava com metástase. O caso foi registrado como morte natural pela Delegacia de Polícia de Guarujá.

O advogado Silvano José de Almeida, que representa Anderson, destacou que irá avisá-lo do ocorrido. Depois disso, conforme explica, será avaliado se haverá a substituição de testemunha.

Júri popular

Anderson responde pela prática de homicídio triplamente qualificado, seguido de ocultação de cadáver. A decisão de submetê-lo a júri popular foi assinada pelo juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá.

Ao G1, o advogado que atua como assistente de acusação, Airton Sinto, disse que a expectativa é qualificar o assassinato de Rosana como feminicídio, motivo torpe, meio que impediu a defesa da vítima e, também, ocultação de cadáver. "A expectativa é que a pena seja fixada entre 25 e 30 anos de prisão", comentou.

Enterrada no quintal

O assassinato de Rosana aconteceu em agosto de 2020, na casa do acusado, no bairro Jardim Virgínia. Rosana estava desaparecida há dez dias e, segundo familiares, o ex-companheiro chegou a oferecer ajuda durante as buscas. Porém, Anderson acabou levantando suspeitas dos policiais, já que apresentou declarações contraditórias sobre o desaparecimento.

Ele foi preso provisoriamente, e quando interrogado, confessou o crime. Em depoimento à Polícia Civil, o acusado alegou que buscou Rosana no trabalho e, chegando à residência dele, ela teria começado a gritar e a tentar agredi-lo.

Neste momento, ele teria pego uma arma de fogo para "assustá-la", sem intenção de usar. O gatilho teria sido puxado durante a confusão, atingindo a mulher duas vezes na cabeça, que não resistiu e morreu. Logo em seguida, ele a enterrou no quintal de sua residência para que o crime não fosse descoberto pelas autoridades.

O homem apontou a localização exata do corpo da mulher, que estava enterrada em seu quintal. A prisão preventiva dele foi convertida em provisória, e Anderson estava na Penitenciária de Tremembé até o momento do julgamento desta quinta.

Mulher foi morta e enterrada em um quintal em Guarujá, SP — Foto: Reprodução/Facebook

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